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18/05/2004 00:29
só para não perder este aqui, preciso postar de vez em quando
enviada por The Sadgirl



01/04/2004 01:52
Novo Blog
enviada por The Sadgirl



25/03/2004 15:29

Pronto. Agora estou ocupando 99% da capacidade de espaço de imagens... Vou precisar apagar mais uma tonelada de coisas. Mas pelo menos vão ser as coisas que eu escolher apagar, e não que o blig vai apagar aleatoriamente...

Deixa eu ir pro trampo agora... a febre é baixa, hoje não tenho aluno... quem sabe depois do trampo eu fique mais feliz...
enviada por The Sadgirl



25/03/2004 15:15
Ainda lidando com essa treta das imagens... ontem de noite fiz uma limpa, mas ainda assim, aproveitei o tempo silencioso aqui em casa hoje para usar a net um pouco (tem gente que usa o telefone para falar o dia inteiro,tipo minha mãe, então me dou o direito de duas horas por semana usar a net de dia). Primeiro apagar todas as fotos antigas (trilhas de paranapiacaba, fotos da turma aqui em casa, fotos da parada gay, scans do coração arebentado), depois tudo que tivesse mais de 20 kb, e ainda assim, vou apagando mais um monte de coisas. Ok, ok, eu até precisava apagar algumas coisas, tinha um pouco de lixo lá no meio. Mas se fossem 100 kb de lixo era muito..

Com isso, vai atrasar ainda mais o novo visual do blog, que eu planejava por em prática em no máximo um mês... eu ia começar a mexer nisso ontem, já comemorando as 2000 visitas (três mil se pensar que o contador deu pau quando estava quase no mil e voltou para zero).

De qualquer jeito, eu estou pedindo para todo mundo fotos da turma onde os rostos das pessoas apareçam bem... eu ia fazer o blog com fotos 3x4, mas a Hel falou a verdade, essas fotos costumam ser meio mortas... então, quero fotos onde eu possa pegar e "recortar" os rostos das pessoas... me ajudem, eu quero que este blog tenha, literalmente, a nossa cara.

(and, pode me passar sua foto onde está "baixando a Iemanjá"?)
enviada por The Sadgirl



25/03/2004 01:56
nem sei quantas imagens apaguei já... mas ainda preciso me livrar de 1380 kbytes só para ficar com o espaço cheio!!!

pois é... posts com imagens vão ser complicados por um tempo...
enviada por The Sadgirl



25/03/2004 01:37
Cara, que dor no coração... o blig alterou as regras de espaço deles, eu estou tendo que apagar uma quantidade imensa de figuras... todas as figuras do começo do blog, por exemplo.

O mais triste: mesmo apagando muitas toneladas de figuras, ainda vai ficar cheio... meu, que tristeza... os caras deixaram a gente com um quinto do espaço que tinha antes!
enviada por The Sadgirl



22/03/2004 16:48


Tá chegando... passou rápido
enviada por The Sadgirl



22/03/2004 16:37
não vejo a hora de chegar sábado... vou dançaaaaar muito... e beber tbm. Vou usar meu vestido novo, o discreto (é sério, ele é muito discreto, até me estranhei quando comprei ele), comprei uma pulseira para a ocasião, já estou planejando como vou estar... pois é. O jeito é se copncentrar no que dá para viver.



enviada por The Sadgirl



22/03/2004 16:28
Foi engraçado. Eu não fui trabalhar. Simplesmente meus pés se recusaram a ir para a rodoviária. Fiquei andando pelo centro,sem saber o que fazer ou para onde ir, com aquilo que estava conversando com a minha mãe de manhã martelando na minha cabeça.

Existem pessoas que nascem para dar aula. Eu não. Gosto da idéia de ensinar, mas não do jeito que a escola é. Quero ensinar quem quer conhecer, não ficar enrolando, fazendo diário de classe, ouvindo conversa de sala dos professores, sabendo que meus alunos odeiam aquilo e que eu sou só um estorvo e muito provavelmente uma piada para eles.

Odeio pensar que até hoje tudo que eu fiz foi ligado a essa área. Exceto pelo único tipo de trampo que por mais que me estresse, eu realmente curti (e curto) fazer: trabalhar em eventos. Organizar eventos, trabalhar na parte de montar e desmontar, correr atrás das coisas. Tirando os free lancers em sei lá quantos eventos de vários tipos, eu sempre trabalhei com educação.

Não posso dizer que é minha opção. Simplesmente, na minha família, ser professor é "natural". Cresci com todo mundo tendo certeza de que eu seria professora. Fui fazer faculdade de publicidade porque queria fugir disso, mas Arte é minha vida. Mudei de curso. Não estava pensando no depois, só no que era bom para mim naquele momento.

Fazer a faculdade foi a melhor coisa que fiz na vida. Duas coisas que sinto orgulho: meu diploma universitário e minha tatuagem. Eles são as únicas coisas que eu tenho que ninguem pode me tirar.

Mas eu não pensava em dar aula. Fui trabalhar como professora por acaso, porque estava desempregada e um professor da faculdade precisava de gente ara trabalhar em um projeto de aulas de arte para a eduação infantil. Eu precisava de grana, o salário era bom, só ia ficar uns seis meses...

Isso faz quanto tempo? um ano e meio, mais esses três meses de 2004. Antes disso, fui estagiária na EMIA, uma escola de artes.

Acabei encontrando o Joker no centro e descobri que perdi o prazo para um concurso de agente cultural em São Bernardo. Nossa, quase chorei de decepção. É o tipo de trabalho que eu quero fazer, caramba.

E embora eu saiba que tudo acontece da melhor forma, a gente precisa lutar e fazer nossa parte, e continuar professora odiando isso, por osmose, como eu estou fazendo, pelo dinheiro, putz, isso me dá nojo. Isso é ser covarde. Isso é algo que me dá vergonha e raiva. Eu deveria abandonar as aulas do dia. Ficar só com a suplência, é muito mais gratificante. Dá mais trabalho preparar as coisas, mas e daí? Trabalhar com os adultos é diferente.

Mas não é o que eu quero para mim. E aqui estou eu. Comprei uns metros de pano. Vou fazer umas bonecas. Tentar vender elas. Vou caçar outros concursos para agente cultural. Sei lá. Rezar para amanhã eu conseguir ir dar aula. Rezar para ganhar na mega sena e abrir minha lojinha, ver meu sonho mais impossível realizado.

Não consegui ir trabalhar hoje. Mas não sei até que ponto isso é ruim. Acho que é melhor isso que me tornar amarga e conformista como certos professores que conheço.

Prefiro morrer enquanto existem sonhos do que viver depois que minha alma tiver ido embora.

Estou triste neste momento, muma tristeza quase sólida. Mas tudo bem."É só por hoje, ao menos isso eu aprendi".

enviada por The Sadgirl



22/03/2004 02:23
Tou com sono... e não quero ir trabalhar amanhã... preciso mudar de trampo com urgência.

Em breve, mudanças no lay out do blog...

Afinal, o Outono chegou. Ainda não me sinto pronta para dançar esse fato, não me sinto forte o bastante para traçar o círculo. Não esta noite. Mas o Outono chegou e minha fé brilha em mim como uma jóia. E o outono trás de volta para mim a vida. As chuvas estão avisando que o verão foi embora e um frio macio preenche o ar... respiro melhor.

Nada mais importa. O outono chegou. Existe esperança.

Acabei sem comentar isso por aqui, mas eu decidi dar um tempo com o cigarro. NArguilé, charutos, coisas assim "diferentes" eu continuo fumando, pq fumo elas muito raramente. Mas o cigarro de todo dia, não volto a fumar antes de 14 de junho. Achei que ia ser mais difícil. Mas sabe que não? Faz uma semana que não fumo, e não senti falta. Na escola ainda sinto mais falta, porque o trampo estressa demais, e um cigarro faz o tempo passar mais rápido. Mas eu bebo água, leio um pouco, e puff! a maior parte do tempo nem lembro. Gosto disso. Quando tiver passado o tempo e eu for fumar só por diversão, eu vou sentir melhor o gosto do fumo, ter aquela zonzeira delícia que só tem quando você fica muito tempo sem fumar. Como outras coisas que fumo... pela curtição, e não pelo vício.

Queria escrever muito mais... mas o sono está falando mais alto
enviada por The Sadgirl



22/03/2004 01:55
Tuas Marcas

Eu banho meu corpo
com cuidado
para não apagar
as marcas e lembranças
que imprimes em mim
ao me afagar.


Olympia Salete Rodrigues

enviada por The Sadgirl



22/03/2004 01:51

enviada por The Sadgirl



19/03/2004 02:23
Voices

Hitotsume no kotoba wa yume
nemuri no naka kara
mune no oku no kurayami wo sotto
tsuredasu no

futatsume no kotoba wa kaze
yukute wo oshiete
kamisama no ude no naka e
tsubasa wo aoru no

tokete itta kanashii koto wo
kazoeru you ni
kin`iro no ringo ga
mata hitotsu ochiru

mita koto mo nai fuukei
soko ga kaeru basho
tatta hitotsu no inochi ni
tadoritsuku basho

furui mahou no hon
tsuki no shizuku yoru no tobari
itsuka aeru yokan dake

we can fly
we have wings
we can touch floating dreams
call me from so far
through the wind
in the light

mittsume no kotoba wa hum ..
mimi wo sumashitara
anata no furueru ude wo
sotto tokihanatsu

enviada por The Sadgirl



19/03/2004 01:38
Eu preciso de café. Esse é o único pensamento que escorre pelos vãos do meu cérebro enquanto desvio da pilha de Inu Yashas, do unicórnio azul e da caixa de bombons, finalmente fechando o livro, e enquanto procuro a porta do meu quarto (a três passos de mim), olho a carta que usei como marca página.
Terminei de ler Deuses Americanos. Meus olhos estão vazios como sempre que leio um livro de que vale se lembrar depois. O café é forte e estupidamente doce. O copo de vidro está pela metade. É um copo bem grande. O relógio de bolso do meu bisavô está parado ao lado do copo. Imagino pela milésima vez o que meu bisavô pensaria de mim sabendo quem eu sou hoje. Por algum motivo, dou mais valor para o que ele pensaria do que para aquilo que pensa a maioria viva de minha família. A maioria viva da minha família não era o homem ruivo que casou com a mulher a quem devo minha linhagem de poder. Coloco o relógio no pescoço e dou corda. Ele é pesado e me dá sono, seu tic-tac acelera com o passar dos segundos, como sempre faz. Até que é mais que um tic tac acima do meu peito, é meu próprio peito e é aquilo que marca minha existência. Se o relógio parar de funcionar um dia, será o dia da minha morte.
Se eu não tiver tido filhos até lá, claro.
Eu tiro o relógio do pescoço e olho para ele. Minha mente divaga para longe do livro. Me perco em uma noite há duas noites atrás. Engraçado, como alguém pode finalmente fazer a única coisa certa a fazer, depois de tantos terem feito coisas bem intencionadas e ineficazes?
Volto para o livro. Os personagens foram tão reais quanto pessoas que eu conheço. Gaiman tem essa capacidade em mim. Ele faz eu me sentir dentro daquilo. Do livro, do conto, dos quadrinhos. Sei que em algum lugar, isto são balões de narração, e alguém folheia e vira as páginas mal coloridas de papel jornal, que fazem um som áspero quando são viradas.
No fundo, Gaiman é um profeta. Não o tipo de profeta religioso e óbvio. Mas o tipo de cara que constrói as verdadeiras metáforas, que a maioria não entende e alguns conseguem chorar ao compreender. E que todos amam e fazem permanecer para sempre, mesmo quando os nomes desapareceram, e as histórias se misturam em uma única longa história.
Eu daria meu dedo mindinho esquerdo para escrever como Gaiman escreve.
Eu não posso falar do livro. Nada. Absolutamente nada. Exceto que devemos sempre prestar atenção nos detalhes. Cada coisa na paisagem. Cada nome (porque os nomes tem poder). Cada fato desatento. Meu estômago continua encolhido e aquilo que um dia deve ter sido meu fígado dói de emoção. Olho para o copo de café. Só tem mais um único gole nele. Um longo gole, é certo.
Observo o fundo do copo surgir, o vidro fosco e não brilhante como o resto. O último gole do café é o mais amargo, mesmo que seja o que fica mais perto do açúcar.
Vou na cozinha buscar mais café.

enviada por The Sadgirl



18/03/2004 14:57


Passei tempo demais pedindo desculpas por estar bem. Já paqguei pelos meus erros, já me redimi dos meus pecados, já aprendi um novo jeito de viver a vida.

Essa minha tendência depressiva, eu já assimilei como parte de mim. Quando olho para trás e vejo tudo que já fiz, sem me preocupar em quantidade ou qualidade, só revendo a vida, percebo que a maior parte das vezes em que estive feliz me senti culpada por isso.

Sabe como é, eu fui católica de verdade.

Só que o tempo passou, eu cresci, mudei, transformei, reinventei meus sentimentos e minha fé. Eu não preciso mais da culpa, pq minha fé não acredita em inferno. Os erros a gente paga, mas é aqui mesmo. Aprender não tem que ser ruim, entende? A gente pode se divertir no processo.

E outra coisa que eu aprendi é que não preciso me importar com amanhã. Não faço planos, não fico imaginando o que vou fazer daqui a dez anos. No máximo sexta feira. No máximo do máximo, a próxima vez que a Ká e a Mel estiverem aqui. Mas existem coisas que não entram nos planos futuros, elas são feitas do momento presente.

Sem cobranças. Sem críticas. Sem esperar nada. Sem desejar nada além das coisas mais simples.

Não vou pedir desculpas por estar feliz. Estou feliz hoje. Estava feliz ontem a noite. Talvez, amanhã eu continue feliz. Vou aproveitar enquanto o mundo decidiu que a vida vai estar a meu favor. Arriscar um pouco. Aprender coisas novas.

No resto eu penso depois.

Não importa o que é, como é, porque é, quanto vai durar. O que importa unicamente é que hoje, neste momento, é muito bom estar assim.
enviada por The Sadgirl






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